 |
|
|
|
FAMILLE BIZARRE ou um caso não
esclarecido
é uma criação na área do
Teatro-Dança do criador, premiado dançarino com o
"Prémio Europeu Incentivo de Dança 2010" e
coreografo Ludger Lamers:
"…a abertura que LAMERS manifesta
na sua linguagem coreográfica, sendo aquele o ponto
de partida para a confluência de outras expressões
artísticas na sua metodologia de trabalho. Esta
tendência está igualmente presente a nível
conceptual e prático e não a encontramos apenas nas
suas próprias coreografias, mas é também visível
quando LAMERS actua como bailarino em projectos de
outros artistas. Por isso, os trabalhos de LAMERS
encontram pontos de partida e de referência na
arquitectura ou no cinema, como é possível ver na
sua trilogia "Tokonoma", que decorreu entre
2007-2009. Também explora a intersecção entre a
dança e o teatro como, por exemplo, enquanto
performer na produção de "Appropriation. Parasiten.
Krapp's Last Tape" de Sebastian Blasius,
notavelmente realizada em 2009. Visto geralmente em
colaboração com outros artistas, LAMERS manifesta,
não só uma admirável disponibilidade para este
trabalho em equipa, mas também um especial interesse
em se entregar a novos domínios e, desta maneira,
possibilitar a abertura de caminhos originais para a
sua pesquisa coreográfica. O trabalho a solo
partindo de um texto é uma parte essencial da sua
pesquisa, a par de outros campos, como, por exemplo,
instalações baseadas em workshops, análise e
questionamento de formas de reconstrução e de
representação, interesse no trabalho com o corpo e
com a espiritualidade. Assim, o trabalho de LAMERS
testemunha um interesse profundo nos domínios da
coreografia e da dança em que o corpo atravessa os
limites de um só género de arte, entrando num
movimento convergente, compreendendo, desta maneira,
a dança como uma investigação em formas diferentes
de representação e de apreensão do mundo, em vez de
a reduzir a uma forma específica ou a uma simples
definição". (Fundamentação do júri. Texto
retirado de Newsletter de DGARTES de Ministério da
Cultura nº 12 / 9-22 Junho 2010)
O ESPECTÁCULO
O espectáculo será a apresentação
do trabalho final do grupo de artistas que fizeram
parte do workshop "Touch Screen" realizado no NCAR,
Escola S.Gil, organizado pelo MAO e dirigido por
LUDGER LAMERS nos dias 12 e 13 de Fevereiro de 2011
e com mais uma semana intensiva de work on progress
entre 22-29 de Abril no Teatro Municipal Sá de
Miranda. Assim o espectáculo procura uma linguagem
do Teatro-Dança, contaminada pelo Teatro de
Objectos, por relações físicas e metafísicas entre
sombra e luz. O uso de sonoridades como elementos
cénicos identificáveis permite um verdadeiro
cruzamento disciplinar numa lógica contemporânea.
Procura-se igualmente explorar o Teatro e o acto de
representar, privilegiando o lado físico e visual;
limitando o uso da palavra para a percepção da
narrativa na sua essência, desenvolvendo assim a
imaginação do espectador, criando-se uma grande
cumplicidade com as personagens, para uma forma
diferente de entendimento da "realidade". O uso de
objectos também concorre para a importância da
imagem, sobretudo em relação à memória que esses
objectos podem evocar. Será, assim, um espectáculo
sensorial, o que permitirá que cada espectador faça
uma leitura diferente da narração cénica, utilizando
as suas referências emocionais. As cenas, carregadas
de uma simbologia, permitirão, sem o peso do texto,
criar uma poética visual baseando se no movimento e
na forma dos corpos - animados ou inanimados. O uso
da palavra ou dum conjunto de palavras, tenderá a
ser feito num jogo de sonoridades, repetições,
reforçando o efeito poético visual, e não como
legenda de alguma história com início, meio e fim. A
proposta cenográfica terá um valor iconográfico
baseado em dois elementos: a casa e o tempo. A
partir de elementos, aparentemente abstractos,
estimula-se a memória do espectador para o
transportar para espaços da memória individual. Da
mesma forma que os actores-dançarinos e os objectos
animados aparecem como elementos mutáveis de um
tempo intemporal, da memória confusa, num não-espaço,
que se transforma e transforma tudo a volta. O
piano, tocado ao vivo, será parte integrante do
espectáculo. Não terá apenas a finalidade de criar
música ou sonoridades, pois no palco todos os
elementos sem hierarquia, assumem um papel cénico.
As luzes, as sombras, os bonecos e os actores
iniciarão uma busca comum.
Goethe dizia que o acto teatral
era movimento e fala. A sua antítese também é
verdade: o silêncio e imobilidade
também são teatro. O teatro pode
ser encarado de muitas formas, até pode ser um
instrumento político ou politização, um meio de
diversão ou alienação, ou ainda pode ser encarado
simplesmente como arte. Seja qual for a forma, o
teatro antes de tudo é um instrumento de
comunicação. Assim, partindo de uma ideia original
de Ludger Lamers, "FAMILLE BIZARRE ou um caso não
esclarecido", aparece no palco do Teatro
Municipal Sá de Miranda, no Dia Mundial da Dança, em
torno de uma frase inesquecível "tout peu dancer
e tout le mouviment est dance".
PRODUÇÃO: FAMILLE BIZARRE ou um caso não esclarecido
DE LUDGER LAMERS
COLABORAÇÃO: TEATRO A SEXTA
UMA RESIDÊNCIA ARTÍSTICA COM LUDGER LAMERS
COORDENAÇÃO E PRODUÇÃO: SABAHAT PASSOS
ASSISTENTE DA PRODUÇÃO: CARLA MAGALHÃES
DATAS: 18-30 DE ABRIL DE 2011
APRESENTAÇÃO: 29 DE ABRIL DE 2011 – TMSM – VIANA
DO CASTELO
|
|
 |
| |
 |
|
|