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FALTA
AQUI QUALQUER COISA, 2007
O espectáculo foi produzido em 2007, no Ano Polar Internacional,
para chamar atenção aos efeitos do aquecimento global e contou
com apoio a Fundação Gulbenkian, no âmbito de Programa
Agir-Ambiente. É a 17ª produção do grupo e ainda como nas
produções anteriores conta ainda com o apoio do Município de
Viana do Castelo. E ainda contamos com a colaboração da Escola
Secundária Santa Maria Maior.
SINOPSE:
"Falta Aqui Qualquer Coisa" pretende ser um espectáculo com uma
linguagem cientifico-poética que tenta construir uma ponte entre
a ciência e a poesia. Pretende despertar a atenção do público
jovem sobre os problemas ambientais e alterações climatéricas
sem cair no erro comum de transformar o palco numa sala de aula,
permitindo o riso, boa disposição e participação. A realização
de “Falta Aqui Qualquer Coisa” nas escolas ou no teatro para
escolas, terá uma vertente científica, tendo lugar, depois dos
espectáculos, a uma reflexão/discussão sobre o tema desenvolvido
e focado no espectáculo. Pretende-se com este projecto dinamizar
um publico jovem e adolescente ...
A descoberta que falta qualquer coisa é o mote para, através do
teatro de marionetas, falarmos de coisas sérias. Compreender as
mudanças ambientais e as suas consequências sociais em 3 pontos
do globo terrestre é o que os nossos personagens, com a ajuda
de 2 actores, pretendem fazer reflectir, ensinando e, sobretudo,
divertindo os espectadores.
O espectáculo, assim apresenta-se em 3 espaços cénicos distintos:
Árctico, Amazónia e Alentejo mas interligados por uma Televisão,
remetendo à aldeia global.
A escolha das marionetas com manipulação directa foi feita
para os personagens humanos, onde os actores são visíveis e a
manipulação assumida, criando-se um contraste, uma duplicidade e
cumplicidade ao mesmo tempo, quando se trata das imagens
televisivas, onde temos marionetas manipuladas atrás de biombo e
onde utilizamos efeitos sonoros para criar um distanciamento
nestas cenas. A marioneta/personagem São Pedro é de tamanho
humano, de varetas e de técnica mista sendo manipulada por dois
actores.
A presença dos actores no palco também não se limita à arte
de manipular, mas ambos fazem parte integrante como personagens
e o conflito e o jogo do espelho entre os dois faz parte da
acção.
O desenho de luz pretende criar um ambiente de pura magia
reforçando a poesia em torno da ciência.
A encenação do espectáculo é da autoria de Alexandre
Vorontsov cuja experiência artística no teatro de marionetas não
precisa de legendas. O seu perfeccionismo e profissionalismo
mais uma vez nos leva a forçar os limites das nossas capacidades
artísticas e criativas.
FICHA ARTÍSTICA:
Texto original: Sabahat Passos
Encenação: Alexandre Vorontsov
Interpretação e Manipulação: Alexandre Vorontsov e Carla
Magalhães
Marionetas e Cenários: Sabahat Passos
Execução de cenários: Os finalistas da turma de artes de Escola
Secundária de Santa Maria Maior
Figurinos: Carla Magalhães
Música original: Nikolala
Desenho da luz: Rui Gonçalves
Técnica: Marionetas de mesa, marionetas de luva, marionetas de
esponja tipo muppets, bunraku
Duração: 50min
Para maoires de 6
3 representaçõe
280 espectadores no distrito de Viana do Castelo |